A caça aos fantasmas

 

De um lado, a necessidade de vencer em casa e alcançar as primeiras colocações do torneio. Do outro lado, o desespero de deixar logo a malfadada zona de rebaixamento. É assim que as duas partes envolvidas no último jogo da rodada de carnaval encaram a partida das 18h15 no Estádio do Café. O Londrina (4º), apesar de favorito, não inspira confiança em sua paciente torcida. Até aqui, foram três jogos em seus domínios e nenhum triunfo. Perdeu para o Cianorte (1×0) e empatou com Rio Branco (0×0) e Cascavel (2×2). Só está na parte de cima da tabela graças ao aproveitamento dos pontos fora de casa. Em quatro visitas, foi um péssimo convidado em três. Para alento do lado alviceleste do confronto, o Nacional ainda não mostrou ter forças para colocar água no chope jogando longe de Rolândia – perdeu para Foz e Toledo e empatou contra Paranavaí e Atlético. Porém, o time rolandense entra em campo com a confiança de enfrentar um adversário que não sabe aproveitar a vantagem da coluna da esquerda.

 

Nos números, o Londrina leva vantagem. Em 56 jogos contra o time que inspirou a sua criação, foram 28 vitórias, 17 empates e 11 derrotas. Marcou 106 e sofreu 62 gols. Jogando em casa, que é o que interessa hoje, saiu comemorando em 19 dos 31 embates, empatou 10 e perdeu apenas dois (aproveitamento de 72%). Sua torcida soltou o grito 73 vezes e lamentou outras 31. No histórico recente, de 2005 para cá, a tônica tem sido sempre a mesma: o Londrina vence em casa e perde jogando na cidade vizinha.

 

Última vitória do Londrina contra o Nacional jogando em casa (Copa PR 2008)

 

Os times

 

Do lado azul escuro, algumas caras conhecidas: o treinador Gilberto Pereira (que conseguiu destaque ao ser vice-campeão com a Adap de Campo Mourão em 2006) esteve no banco do Londrina em 2007, na Copa Paraná. Comandou o Tubarão em 6 partidas (3 V; 1 E; 2 D) e conquistou o 1º turno da competição já citada. Outro que poderá ser reconhecido é o zagueiro Bruno Matavelli, que saiu inexplicavelmente do Londrina para o Grêmio e passou pelo Caxias até chegar ao Nacional.

 

O Nacional virá com: Vinícius; Diogo, Bruno e Marcão; Jacson, Geandro, Barata, Márcio e Renan; Bruno Flores e Paulinho.

 

Último jogo entre as equipes. Gilberto Pereira já era o comandante do Nacional

 

Já no Tubarão, o técnico Mauro Madureira promoverá a entra do experiente meia Silvinho para tentar equilibrar o meio-campo e dar mais organização ao time. Todos depositam no jogador de 32 anos a esperança de ver um legitimo camisa 10, que controle o ritmo de jogo, arme as jogadas e indique ao time o caminho para a vitória. Outras peças importantes que retornam são os jogadores Fernando e Cassiano, que cumpriram suspensão contra o Cascavel. As baixas serão Borges (expulso no último jogo) e Ricardo, que está em Barueri tratando a contusão que o tirará de pelo menos mais quatro rodadas. Na escalação do Londrina, dois fatos inéditos: o meia Marcos Cruz no banco e a entrada, no time titular, do atacante Ivo Dorte.

 

O Londrina que tentará vencer a primeira em casa é composto por: Fernando; Cassiano, Júnior, Victor e Wesley; Carlão, Diego, Givanildo e Silvinho; Ivo Dorte e Rodrigo.

 

A arbitragem será responsabilidade do Sr.Adriano Milcviski. Ele será auxiliado por Bruno Boschilia e Rodrigo Carlos Costa Bertello.

 

 

Créditos de pesquisa: Gregório Ponich Pereira

Créditos dos vídeos: Sportvideo

 

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